O monitoramento de Pessoa Politicamente Exposta (PEP) é um dos pilares mais críticos da agenda contemporânea de compliance empresarial, especialmente em estruturas robustas de governança corporativa, gestão de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro (PLD/FTP).
De acordo com o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), as PEPs representam uma categoria de risco elevado em razão da posição de poder e influência que ocupam ou ocuparam.
No Brasil, a regulamentação é reforçada por normas do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
Segundo o Relatório de Avaliação Nacional de Riscos (ANR) mais recente, divulgado pelo governo federal, a corrupção e os crimes contra a administração pública seguem entre os principais vetores de lavagem de dinheiro no país, o que torna o monitoramento de PEPs uma medida estratégica, e não apenas regulatória.
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O que são Pessoas Politicamente Expostas (PEPs)?
Pessoas Politicamente Expostas (PEPs) são indivíduos que ocupam ou ocuparam cargos e funções públicas relevantes, conforme definido nas normas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD) e Financiamento ao Terrorismo (FTP).
Do ponto de vista de risk management, PEP não é sinônimo de irregularidade. Trata-se de uma classificação de risco ampliado. A própria recomendação do GAFI determina que instituições financeiras e organizações obrigadas adotem medidas reforçadas de diligência ao estabelecer relacionamento com essas pessoas.
No contexto corporativo, a identificação de PEPs faz parte das rotinas de KYC (Know Your Customer), KYE (Know Your Employee) e Background check, sendo integrada a processos de onboarding e monitoramento contínuo de terceiros.
Quem integra o grupo de Pessoas Politicamente Expostas?
De acordo com o Governo Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) organiza e mantém atualizado o cadastro de PEPs com base em dados fornecidos por diversos órgãos da Administração Pública.
O cadastro inclui titulares de cargos e funções públicas relevantes, como:
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Integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal;
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Membros do Tribunal de Contas da União (TCU);
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Integrantes do Poder Legislativo e do Ministério Público;
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Ocupantes de cargos no Banco Central do Brasil;
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Governadores, secretários de Estado, deputados estaduais e distritais;
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Prefeitos, vereadores e dirigentes de entidades da administração pública indireta;
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Presidentes de tribunais de justiça, tribunais militares e tribunais de contas.
É importante destacar que normas do Banco Central do Brasil (Resolução BCB nº 96/2021), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) ampliam o conceito e estabelecem critérios adicionais para a identificação de PEPs nacionais e estrangeiras.
Além disso, familiares e pessoas de relacionamento próximo também podem ser enquadrados como PEPs para fins de diligência ampliada, o que reforça a necessidade de soluções estruturadas de due diligence e de enriquecimento de dados cadastrais.
Qual a função do Siscoaf nesse contexto?
O Siscoaf (Sistema de Informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF) é uma plataforma utilizada para a comunicação de operações suspeitas e para o suporte ao cumprimento das obrigações legais previstas na legislação de PLD/FTP.
A Controladoria-Geral da União (CGU) mantém o cadastro de PEP atualizado mensalmente. Contudo, o próprio governo ressalta que o cadastro não contempla a totalidade das situações previstas nas normas setoriais.
Isso significa que a consulta isolada ao cadastro oficial não é suficiente para sustentar uma estratégia robusta de compliance e governança corporativa.
Embora o cadastro de PEP da CGU seja uma importante fonte primária de consulta, ele deve ser complementado por outras informações disponíveis em bases de dados públicas ou privadas.
Na prática, organizações maduras utilizam o Siscoaf como uma das camadas de verificação dentro de uma arquitetura mais ampla de monitoramento contínuo de terceiros, integrando bases públicas, dados estruturados, cruzamentos reputacionais e automação de alertas.
Por que monitorar uma Pessoa Politicamente Exposta?
O monitoramento de PEPs é uma exigência regulatória para setores supervisionados, mas também constitui uma decisão estratégica para empresas que desejam fortalecer sua matriz de risco, reduzir a exposição reputacional e consolidar práticas de compliance empresarial.
De acordo com o relatório global da PwC, Global Economic Crime and Fraud Survey, organizações que não possuem controles robustos sobre terceiros enfrentam perdas financeiras relevantes e danos reputacionais difíceis de reverter.
Quando uma empresa estabelece relacionamento comercial com uma PEP sem identificar previamente essa condição, ela pode:
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Assumir risco indireto em investigações futuras;
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Sofrer impacto reputacional significativo;
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Enfrentar questionamentos regulatórios;
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Ser submetida a diligências ampliadas por parceiros financeiros e investidores.
Mais do que uma exigência formal, o monitoramento de PEPs é um componente essencial da gestão de riscos corporativos, especialmente em operações B2B, contratos com entes públicos e cadeias de fornecedores complexas.
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Como monitorar uma Pessoa Politicamente Exposta?
O monitoramento eficaz começa no onboarding de clientes, parceiros e fornecedores. A integração de ferramentas de background check, validação de identidade e consulta a bases oficiais deve ocorrer de forma automatizada e documentada.
Empresas mais estruturadas adotam consultas automatizadas ao cadastro de PEP, cruzamento com bases públicas e privadas, além de monitoramento contínuo, e não apenas pontual.
O uso de tecnologia é determinante. Isso significa que processos manuais são suscetíveis a falhas, atrasos e inconsistências, especialmente quando se considera a necessidade de atualização recorrente das informações.
Além disso, é fundamental que a política interna esteja alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, garantindo base legal adequada, finalidade específica e proporcionalidade no tratamento de dados.
A combinação entre tecnologia, governança e critérios objetivos é o que diferencia uma checagem meramente formal de uma estratégia estruturada de mitigação de risco.
Automatize o onboarding com inteligência avançada em PLD-FT e monitoramento de PEPs
Em um cenário regulatório cada vez mais rigoroso, estruturar processos sólidos de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLD-FT) deixou de ser apenas uma obrigação legal para se tornar um pilar estratégico de governança corporativa.
Modelos modernos de compliance e monitoramento de terceiros exigem mais do que checagens pontuais: demandam integração tecnológica, rastreabilidade completa, atualização contínua de dados e inteligência aplicada à análise de risco.
É justamente nesse ponto crítico que a Netrin atua.
Desde o onboarding, a Netrin estrutura fluxos automatizados de verificação que combinam:
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Consultas simultâneas em mais de +2 mil fontes públicas e privadas
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Checagem em listas restritivas nacionais e internacionais
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Monitoramento de Pessoas Expostas Politicamente (PEPs) e seus relacionados
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Identificação de processos judiciais, antecedentes e vínculos societários
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Classificação automática de risco baseada na matriz definida pela empresa
Com isso, a empresa deixa de operar de forma reativa e passa a ter um modelo preventivo e contínuo de gestão de risco.
Monitoramento de PEPs com atualização constante e rastreabilidade
A identificação e o acompanhamento de PEPs exigem atenção redobrada, especialmente em setores regulados como financeiro, agronegócio, indústria e grandes cadeias de fornecimento.
As soluções da Netrin permitem:
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Identificar automaticamente PEPs diretos e indiretos (vínculos societários e familiares)
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Monitorar alterações de status ao longo do tempo
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Gerar alertas inteligentes em caso de mudança de exposição política
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Manter histórico auditável de todas as verificações realizadas
Esse monitoramento contínuo reduz significativamente o risco reputacional e regulatório, além de fortalecer o programa de compliance perante auditorias internas e externas.
PLD-FT com inteligência de dados e IA aplicada
A atuação da Netrin vai além da simples consulta cadastral. A tecnologia combina:
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Validação de identidade com OCR e prova de vida
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Análise de perfil financeiro e score de risco
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Cruzamento de dados societários e históricos
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Monitoramento transacional para identificação de padrões suspeitos
Tudo isso com integração simplificada a ERPs e sistemas internos, permitindo que o compliance atue com eficiência operacional, sem gerar fricção na experiência de clientes, fornecedores ou colaboradores.
O resultado é um onboarding mais ágil, seguro e padronizado, com redução de riscos fiscais, financeiros, reputacionais e de fraude.
De exigência regulatória a vantagem competitiva
Ao estruturar um programa robusto de PLD-FT e monitoramento de PEPs com apoio tecnológico, sua empresa deixa de enxergar compliance como centro de custo e passa a utilizá-lo como diferencial estratégico.
A Netrin combina tecnologia, inteligência regulatória e profundo conhecimento do mercado brasileiro para transformar processos complexos em fluxos automatizados, escaláveis e auditáveis.
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