Tecnologia, regras mais rígidas e pressão por transparência provocaram uma profunda transformação nos processos de gestão de riscos corporativos.
Um estudo da Gartner indica que empresas que não estruturam processos formais de Third Party Risk Management (TPRM) e due diligence de terceiros estão significativamente mais expostas a riscos legais, reputacionais, financeiros e operacionais, especialmente em cadeias de fornecimento complexas e digitalizadas.
Nesse contexto, o background check deixou de ser uma prática pontual e passou a ocupar um papel central nos programas de compliance. Mesmo assim, dados de mercado mostram que grande parte das organizações ainda opera com baixa maturidade.
Uma pesquisa da KPMG sobre a maturidade do compliance no Brasil indica que menos da metade das empresas possui um inventário regulatório estruturado, e mais de dois terços declaram não utilizar tecnologias específicas para sustentar suas estratégias de compliance.
Background check: o que é e por que ele se tornou essencial
Background check é um processo estruturado de verificação de informações, validação cadastral e análise de riscos aplicado a pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de apoiar decisões críticas de negócio.
Esse processo avalia riscos associados a fornecedores, parceiros, clientes, colaboradores ou terceiros estratégicos, tanto antes quanto ao longo do relacionamento comercial.
Dentro da gestão de riscos corporativos, o background check atua como uma camada preventiva, permitindo identificar red flags, inconsistências cadastrais, vínculos com Pessoas Politicamente Expostas (PEP), histórico de sanções, processos judiciais, riscos trabalhistas, socioambientais e de imagem.
Leia também: O que é Gestão de Riscos de Terceiros (TPRM)? Conheça o pilar estratégico do compliance
Quais riscos as empresas correm sem um background check estruturado
A ausência de um processo consistente de background check e validação de identidade impacta diretamente a matriz de riscos da organização. Entre os principais riscos estão:
- Risco legal e regulatório: causado por falhas em compliance e desconhecimento do histórico de terceiros
- Risco de imagem: decorrente de associações com parceiros envolvidos em escândalos, fraudes ou irregularidades
- Risco financeiro: ocasionado por fraudes, inadimplência ou penalidades
- Risco socioambiental: cada vez mais observado em auditorias de ESG due diligence
- Risco operacional: gerado por meio de dados inconsistentes, incompletos ou desatualizados
Consultorias de gestão de risco destacam que, sem diligência adequada, muitos riscos de terceiros só são identificados após o início da relação comercial, o que aumenta o potencial de prejuízos e retrabalhos.
Por onde começar a implementação do background check
A implementação do background check deve ser encarada como um processo estratégico, e não como uma ação isolada. O primeiro passo é alinhar o background check aos pilares do compliance, à governança corporativa e à gestão de riscos.
Na prática, isso envolve:
- Definir quais riscos a empresa quer mitigar (legal, reputacional, ESG, trabalhista, financeiro);
- Estruturar uma matriz de risco compliance, considerando probabilidade e impacto;
- Mapear quais tipos de terceiros exigem maior nível de diligência;
- Integrar o background check aos processos de pré-onboarding, homologação de fornecedores e monitoramento contínuo;
Leia também: O que é o Saneamento de dados cadastrais e quais os benefícios?
Como estruturar um processo sustentável de background check
Para que o background check seja sustentável ao longo do tempo, é fundamental envolver diferentes áreas da organização. Todas as áreas do negócio precisam atuar de forma integrada.
É nesse ponto que muitas empresas enfrentam dificuldades, especialmente quando tentam operar o processo de forma manual ou descentralizada.
A sustentabilidade do processo depende de três pilares principais:
Qualidade dos dados
Com foco em saneamento de dados cadastrais, higienização de dados de clientes e enriquecimento de base de dados, sempre em conformidade com a LGPD.
Padronização e governança
Garantindo critérios claros, trilhas de auditoria e aderência às normas de compliance e à ISO 31000 de gestão de riscos
Automação: a parceira estratégica do background check
Quando bem estruturado, o background check gera benefícios diretos e mensuráveis: redução de riscos, maior segurança nas decisões, ganho de eficiência operacional, fortalecimento da cultura de compliance e melhoria da reputação corporativa.
A automação desse processo permite que o compliance deixe de ser reativo e passe a atuar de forma preventiva e estratégica, apoiando o crescimento do negócio.
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Como a Netrin pode apoiar sua estratégia de compliance e gestão de riscos
É nesse cenário que a Netrin se posiciona como parceira estratégica. Com soluções avançadas de background check e validação de identidade, a Netrin ajuda empresas a estruturar processos sólidos, automatizados e sustentáveis de compliance.
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