Em um mundo em que os modelos de negócio são cada vez mais interdependentes, a terceirização é um vetor de crescimento, velocidade e inovação.
Empresas modernas transformaram fornecedores globais e ecossistemas de serviços em capacidades essenciais que impulsionam crescimento e competitividade. Entretanto, essa expansão acelerada também traz consigo uma complexidade crescente de riscos.
E é aqui que o Third Party Risk Management (TPRM), ou Gestão de Riscos de Terceiros, se torna um componente estratégico central, não apenas um requisito de compliance.
Segundo o relatório global de mercado de TPRM, o mercado global de soluções para gerenciamento de riscos de terceiros foi avaliado em US$ 8,3 bilhões no último ano.
O novo papel do TPRM: além do compliance, um acelerador de performance
Tradicionalmente, muitos executivos viam o TPRM como uma camada de compliance burocrático com checklists de fornecedores, auditorias pontuais ou exigências contratuais. Mas pesquisas recentes mostram que organizações com programas de TPRM maduros ganham vantagens competitivas significativas, como:
- Maior resiliência operacional e adaptabilidade a mudanças rápidas, permitindo resposta mais eficaz a crises na cadeia de suprimentos ou choques externos.
- Visibilidade aprimorada de riscos e desempenho de terceiros, o que reduz surpresas e suportes para decisões estratégicas.
- Melhor uso de tecnologia para automatizar tarefas e gerar análises de risco preditivas, liberando recursos para inovação.
- Atração de investimentos e confiança dos stakeholders, pois mercados e investidores valorizam empresas que evidenciam práticas robustas de gerenciamento de riscos.
Em outras palavras, TPRM, quando bem implementado, acelera o crescimento ao reduzir interrupções, apoiar a escalabilidade e fortalecer a confiança, elementos centrais para a expansão constante de negócios.
Leia também: Por que adotar uma solução fiscal integrada a Compliance, TPRM e Due Diligence?
A importância das tecnologias de TPRM no crescimento exponencial
O crescimento ágil de uma empresa exige velocidade e segurança; a tecnologia está no centro dessa equação.
TPRM como facilitador da expansão
Um report da Gartner destaca que a adoção de plataformas tecnológicas de TPRM está avançando rapidamente, impulsionada por fatores como:
- Aumento do número de terceiros envolvidos nas operações;
- Volatilidade nas cadeias globais de suprimentos;
- Novos requisitos regulatórios;
- Riscos cibernéticos persistentes;
Esses fatores formam uma “tempestade perfeita” que empurra organizações a adotar soluções que conseguem monitorar riscos de terceiros em tempo real e escalar com o negócio.
Inteligência artificial e análise automatizada
O uso de IA e machine learning é apontado pelas consultorias como um diferencial para transformar TPRM de meramente reativo para proativo e preditivo. A Deloitte, por exemplo, observa que organizações resilientes usam tecnologias avançadas, inclusive Gen AI, para lidar com riscos interconectados em tempo real e dar suporte à tomada de decisões estratégicas.
Isso significa:
- Fluxo contínuo de dados de terceiros, enriquecido com análises automáticas;
- Identificação rápida de padrões de risco e alertas preditivos;
- Integração com sistemas de governança corporativa e compliance;
O que resulta em decisões mais rápidas, assertivas e com menos esforço manual, essencial para empresas que buscam expandir sem comprometer a segurança.
Leia também: TPRM: o que é e por que essa prática é essencial para o compliance corporativo
Passos práticos para tornar o TPRM uma cultura corporativa
Para que o TPRM seja estratégico e não apenas um programa isolado, ele precisa ser incorporado à cultura da empresa. Aqui estão passos práticos e aplicáveis para gestores de Compliance e líderes:
1. Alinhar a liderança e definir objetivos estratégicos claros
O primeiro passo é garantir que a alta administração compreenda o TPRM como um motor de crescimento, não apenas como mais um requisito de compliance. Isso significa estabelecer métricas de desempenho de TPRM (KPIs que conectem risco à performance de negócios) e integrar TPRM em processos de governança e planejamento estratégico.
A visibilidade desde o board até as operações cria um senso de urgência e valor em toda a organização.
2. Centralizar informações e processos de terceiros
A pesquisa da EY revela que organizações com estruturas centralizadas de gestão de risco de terceiros conseguem gerenciar quase o dobro de terceiros de forma eficaz em comparação com aquelas em estruturas híbridas ou descentralizadas.
Isso implica:
- Um cadastro único de terceiros;
- Processos padronizados;
- Acesso transversal às informações de risco;
- Integração com áreas como compras, TI, jurídico e compliance.
3. Automatizar avaliações e monitoramento contínuo
Tecnologias de TPRM permitem:
- Onboarding digital de terceiros, com validações automáticas;
- Monitoramento contínuo dos riscos, com alertas via painéis e relatórios;
- Uso de IA para enriquecer dados e detectar padrões anômalos.
Esse tipo de automação reduz gargalos operacionais, elimina retrabalhos e melhora a velocidade das decisões, fundamental para empresas em expansão.
4. Capacitar equipes com foco em risco
TPRM deve ser ensinado como um componente de criação de valor, não apenas de mitigação de risco. Isso exige:
- Treinamentos regulares para times de compliance, procurement e unidades de negócio;
- Casos de uso reais que mostrem impacto de riscos de terceiros no desempenho do negócio;
- Integração contínua com processos de inovação e crescimento.
5. Comunicar resultados e conectar com desempenho organizacional
Métricas de TPRM devem ser traduzidas para resultados tangíveis, como:
- Redução de interrupções operacionais;
- Menor exposição a multas e sanções;
- Maior confiabilidade de fornecedores críticos;
- Impacto positivo em rating de crédito e valor de mercado.
Esse ciclo de feedback transforma o TPRM de um processo de “evitar problemas” para um motor de confiança e crescimento.
O impacto de uma cultura de TPRM na performance empresarial
Quando o TPRM é incorporado à cultura organizacional, ele deixa de ser apenas um mecanismo de controle e passa a influenciar diretamente a performance e o crescimento do negócio.
Empresas que gerenciam riscos de terceiros de forma estruturada tomam decisões mais seguras ao expandir operações, firmar parcerias estratégicas ou entrar em novos mercados, porque reduzem incertezas e aumentam a previsibilidade operacional.
Esse amadurecimento diminui significativamente a exposição a riscos externos que costumam gerar crises de alto impacto, como problemas regulatórios, falhas operacionais de fornecedores críticos, incidentes cibernéticos ou danos reputacionais.
Ao monitorar continuamente o ecossistema de terceiros, a organização passa a identificar sinais de risco de forma antecipada, atuando de maneira preventiva e evitando interrupções que comprometem resultados e planos de crescimento.
Do ponto de vista estratégico, uma cultura sólida de TPRM fortalece a confiança de investidores, clientes e parceiros, além de acelerar negociações complexas e projetos de expansão.
Em mercados cada vez mais competitivos, essa maturidade se traduz em vantagem concreta: capacidade de crescer com velocidade, sem sacrificar segurança, governança ou reputação.
Leia também: PGR e TPRM: como conectar compliance regulatório e riscos de terceiros em um sistema de governança
Como a Netrin pode acelerar sua jornada em TPRM
A Netrin atua para transformar o TPRM em um pilar estratégico de crescimento sustentável. Ao combinar automação, inteligência artificial e monitoramento contínuo de terceiros com profundo conhecimento em compliance e governança corporativa, a Netrin ajuda empresas a substituir processos manuais e fragmentados por uma gestão integrada, orientada por dados confiáveis e atualizados.
Essa abordagem permite que áreas de compliance e risco deixem de atuar de forma reativa e passem a apoiar decisões estratégicas do negócio, com maior visibilidade, agilidade e consistência.
Mais do que reduzir riscos, a Netrin contribui para que o TPRM se torne parte da cultura organizacional, viabilizando a expansão segura das operações e fortalecendo a confiança do mercado em um ambiente corporativo cada vez mais complexo e interconectado.
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