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Compliance by design: o que é e qual a importância dessa abordagem? 

  • Eduardo Gerhard
  • 13 janeiro 2026
Compliance by Design: o que é, como funciona e por que importa

O aumento da complexidade regulatória e a crescente cobrança por governança e ética tornaram o compliance um elemento central na estratégia das empresas.  

Porém, muitos programas de compliance ainda operam de forma reativa, atuando apenas após problemas ocorrerem em processos, produtos ou sistemas. É nesse contexto que surge o compliance by design, uma abordagem que propõe incorporar os requisitos de conformidade desde a concepção das iniciativas empresariais. 

O compliance by design representa uma evolução natural do compliance corporativo, alinhada às exigências atuais de eficiência, prevenção de riscos e sustentabilidade dos negócios.  

Ao integrar conformidade, tecnologia e governança desde o início, essa abordagem permite que as empresas reduzam falhas, custos de correção e riscos regulatórios, além de fortalecerem sua reputação perante reguladores, investidores e a sociedade. 

Neste artigo, você vai entender o que é compliance by design e porque esse modelo vem se tornando indispensável para empresas que lidam com terceiros, grandes volumes de dados e ambientes regulatórios complexos. 

O que é compliance by design? 

Compliance by design é uma abordagem estratégica na qual os requisitos legais, regulatórios, normativos e éticos são incorporados desde a fase de planejamento e desenho de processos, produtos, serviços ou sistemas.  

Então, em vez de adaptar estruturas já existentes para atender às exigências, a conformidade passa a ser um elemento estrutural do negócio. 

Na prática, isso significa que o compliance deixa de atuar apenas como uma etapa final de validação ou auditoria e passa a integrar a própria arquitetura organizacional. As regras são incorporadas aos produtos, sistemas, fluxos e tomadas de decisão, tornando a conformidade parte natural da operação. 

A lógica é simples: quanto mais cedo o compliance é incorporado, menores são os riscos de violações, retrabalho e sanções no futuro. 

O conceito se inspira em abordagens como privacy by design e security by design, amplamente adotadas no desenvolvimento de software, mas aplicadas aqui ao universo de compliance, gestão de riscos e conformidade regulatória.

Qual a diferença entre compliance tradicional e compliance by design? 

No modelo tradicional, o compliance costuma atuar de forma reativa, principalmente como uma instância de validação final ou de correção de falhas. Esse modelo geralmente apresenta as seguintes características: 

  • Atuação após a implementação dos processos 
  • Predominância de controles manuais 
  • Dependência de revisões periódicas 
  • Maior exposição a falhas humanas e inconsistências 

 

Já no compliance by design, a conformidade é considerada desde a concepção das soluções. O compliance participa ativamente do desenho de fluxos, regras e controles que já nascem alinhados às exigências regulatórias, o que se reflete em: 

  • Atuação preventiva e contínua 
  • Controles integrados aos sistemas e processos 
  • Maior uso de automação e tecnologia 
  • Integração entre áreas como jurídico, TI, negócios e auditoria 

 

Essa mudança de mentalidade transforma o compliance em um parceiro estratégico do negócio, capaz de viabilizar um crescimento mais seguro e sustentável, além de reduzir a necessidade de ajustes posteriores. 

Por que o Compliance by Design é cada vez mais relevante 

A relevância do compliance by design cresce à medida que o ambiente regulatório se torna mais complexo e dinâmico. Leis como a LGPD, normas anticorrupção, exigências de governança corporativa e políticas ESG ampliaram significativamente as obrigações das empresas. 

Além disso, a transformação digital trouxe novos riscos, como uso intensivo de dados pessoais, automação de decisões, integração de sistemas e terceiros e escalabilidade rápida de operações. 

Nesse cenário, confiar apenas em controles manuais ou em revisões posteriores se mostra insuficiente. O compliance by design permite lidar com esses desafios de forma estruturada, preventiva e escalável. 

Compliance, governança e vantagem competitiva 

Empresas que adotam compliance by design não apenas reduzem riscos, mas também criam vantagem competitiva.  

Processos mais seguros e confiáveis aumentam a confiança de clientes, investidores e parceiros, além de facilitarem auditorias, certificações e expansões para novos mercados. 

O compliance deixa de ser visto como custo e passa a ser um ativo estratégico de governança. 

Como funciona o compliance by design na prática? 

Para entender o funcionamento do compliance by design, é importante pensar em prevenção, e não em correção. 

Em vez de identificar falhas depois que um contrato foi assinado ou um fornecedor já está ativo, o modelo atua para evitar que situações de risco aconteçam. 

Na prática, isso envolve: 

  • Regras de conformidade configuradas diretamente nos sistemas 
  • Automação de checagens regulatórias e cadastrais 
  • Classificação de risco integrada aos fluxos de negócio 
  • Monitoramento contínuo, e não apenas análises pontuais 

O resultado é um ambiente em que decisões fora da política simplesmente não avançam. 

Exemplos práticos de compliance by design  

O compliance by design pode ser aplicado em diversas áreas da organização. A seguir, veja alguns exemplos práticos. 

Compliance by Design e LGPD 

Na proteção de dados pessoais, o compliance by design se traduz em sistemas que já nascem com: 

  • Minimização da coleta de dados 
  • Definição clara de finalidades 
  • Controles de acesso baseados em perfis 
  • Registro de consentimentos 
  • Logs e trilhas de auditoria 

Dessa forma, a conformidade com a LGPD deixa de depender exclusivamente de políticas e treinamentos, passando a ser reforçada pela própria arquitetura tecnológica. 

Compliance by Design em processos internos 

Em áreas como compras, contratos e gestão de terceiros, o compliance by design pode incluir: 

  • Fluxos obrigatórios de aprovação 
  • Segregação automática de funções 
  • Validações de due diligence antes da contratação 
  • Bloqueio de exceções não autorizadas 

Esses controles reduzem riscos de fraude, corrupção e conflitos de interesse, além de aumentarem a transparência dos processos. 

Tecnologia e automação como aliadas do compliance 

A tecnologia é um pilar essencial do compliance by design. Sistemas bem desenhados podem: 

  • Impedir operações fora das políticas internas 
  • Gerar alertas automáticos de desvios 
  • Monitorar transações em tempo real 
  • Facilitar auditorias e investigações internas 

Com isso, o compliance se torna mais eficiente, consistente e escalável. 

Como implementar o compliance by design nas empresas? 

A implementação do compliance by design exige mudança cultural, integração entre áreas e visão estratégica. Alguns passos são fundamentais: 

  • Mapeamento de riscos e obrigações: identificar os principais riscos legais, regulatórios e reputacionais associados a cada iniciativa. 
  • Envolver o compliance desde o início: os responsáveis de compliance devem participar da concepção de novos projetos, produtos e processos, e não apenas validá-los ao final.  
  • Trabalho multidisciplinar: jurídico, compliance, TI, negócios, RH e auditoria precisam atuar de forma integrada para identificar riscos e requisitos regulatórios, além de propor sugestões nas fases iniciais de projetos.  
  • Uso inteligente de tecnologia: automatizar controles, monitoramento e registros sempre que possível para garantir a aplicação das diretrizes.  
  • Cultura e treinamento: o compliance by design só funciona se estiver alinhado à cultura organizacional e aos comportamentos esperados. 

Compliance by design como base para um crescimento sustentável 

O compliance by design representa uma mudança de mentalidade: deixar um modelo predominantemente corretivo para adotar uma abordagem preventiva, integrada e orientada por tecnologia. 

Ao incorporar os requisitos de conformidade desde a concepção dos processos, as empresas passam a crescer com mais segurança, eficiência e previsibilidade, mesmo em ambientes regulatórios complexos e em constante transformação. 

Essa é a visão que orienta as soluções desenvolvidas pela Netrin. Nosso foco é tornar o compliance uma parte natural da operação, por meio de automação, monitoramento contínuo e uma gestão inteligente de riscos ao longo de toda a jornada, do onboarding ao offboarding. 

Se você busca garantir que os processos de due diligence e compliance estejam integrados à sua operação de forma automatizada, eficiente e completa, temos a solução ideal. Converse com um especialista e saiba mais! 

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