A gestão de riscos de fornecedores tornou-se um dos maiores desafios para empresas que operam em ambientes cada vez mais regulados, digitalizados e interdependentes.
O crescimento do número de terceiros, a diversidade de perfis de fornecedores e o aumento das exigências legais e regulatórias transformaram o que antes era um processo operacional em um tema estratégico de governança.
E os dados comprovam que isso não é uma percepção individual: segundo a Deloitte, 83% dos líderes de risco afirmam que seu ecossistema de terceiros está “cada vez mais complexo”.
Para muitos gestores, a complexidade não está apenas nos riscos em si, mas na dificuldade de enxergá-los de forma integrada, priorizá-los corretamente e controlá-los de maneira eficiente.
Quando a gestão de riscos de terceiros se torna excessivamente complexa, o resultado costuma ser perda de visibilidade, retrabalho, exposição regulatória e decisões baseadas mais em intuição do que em dados.
Reduzir essa complexidade não significa reduzir controles. Pelo contrário: trata-se de organizar processos, dados e responsabilidades para que o foco esteja nos riscos certos, no momento certo.
Por que a gestão de riscos de fornecedores se tornou tão complexa
A complexidade da gestão de fornecedores não surge por acaso. Ela é resultado direto de transformações estruturais no ambiente de negócios. Hoje, as empresas lidam com:
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Um volume crescente de fornecedores, parceiros e prestadores de serviços
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Cadeias de fornecimento mais longas e fragmentadas
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Terceiros com diferentes níveis de acesso a dados, sistemas e processos críticos
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Exigências regulatórias que variam conforme o setor, a região e o tipo de atividade
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Demandas crescentes relacionadas a compliance, questões fiscais, proteção de dados, ESG e reputação
Além disso, a gestão de fornecedores costuma envolver múltiplas áreas internas, como compras, compliance, jurídico, fiscal, TI e sustentabilidade, cada uma com suas próprias prioridades, critérios e controles. Quando esses esforços não estão integrados, a complexidade aumenta.
O erro de tratar todos os fornecedores da mesma forma
Um dos principais fatores que aumentam a complexidade da gestão de riscos é a tentativa de aplicar os mesmos critérios, processos e exigências a todos os fornecedores, independentemente de seu perfil de risco.
Essa abordagem gera dois problemas críticos:
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Excesso de esforço com fornecedores de baixo risco, que poderiam ser geridos de forma mais simples
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Subavaliação de fornecedores críticos, que exigiriam controles mais rigorosos
Ao tratar todos os terceiros da mesma maneira, a empresa perde a capacidade de priorizar riscos e acaba diluindo esforços justamente onde eles realmente importam.
Como reduzir a complexidade da gestão de fornecedores na prática
Segundo a Gartner, 82% dos líderes enxergam riscos de terceiros como sua principal preocupação, e muito se deve à complexidade da cadeia. Para reduzir esse panorama, é preciso adotar boas práticas de gestão, processos e tecnologia. Confira as dicas:
Classificação de riscos
A classificação de riscos é um dos pilares mais importantes para simplificar a gestão de fornecedores. Em vez de focar apenas no número de terceiros, ela permite que a empresa concentre esforços naquilo que representa maior exposição.
Uma boa classificação de riscos considera critérios como:
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Criticidade do serviço prestado
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Grau de dependência operacional
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Tipo e volume de dados acessados
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Impacto financeiro e regulatório
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Histórico de não conformidades
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Exposição reputacional
Com base nesses critérios, os fornecedores podem ser segmentados em níveis de risco, permitindo a aplicação de controles proporcionais. Isso reduz a complexidade operacional, melhora a alocação de recursos e aumenta a efetividade da gestão de riscos.
Padronização de processos
Outro fator essencial para reduzir a complexidade é a padronização dos processos de gestão de fornecedores. Em ambientes com muitos fluxos paralelos, exceções constantes e decisões descentralizadas, os processos tendem a ser mais difíceis de controlar e auditar.
A padronização envolve:
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Definição clara de políticas de gestão de terceiros
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Processos bem definidos para onboarding, monitoramento e offboarding
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Checklists e workflows baseados no nível de risco do fornecedor
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Critérios objetivos para a tomada de decisão
Quando os processos são claros e previsíveis, a complexidade diminui, pois as decisões deixam de depender exclusivamente da interpretação individual de cada área ou gestor.
Centralização de informações
Um dos maiores geradores de complexidade na gestão de fornecedores é a fragmentação da informação. Dados espalhados em planilhas, e-mails, pastas compartilhadas e sistemas isolados dificultam a visibilidade e aumentam o risco de falhas.
A centralização de informações permite manter um histórico único e confiável de cada fornecedor, facilitar o acesso a documentos críticos, garantir rastreabilidade e evidências para auditorias e, assim, reduzir retrabalho e inconsistências entre áreas.
Para o gestor, isso se traduz em mais controle e menos tempo gasto procurando informações ou validando dados duplicados.
Monitoramento contínuo
Os riscos de fornecedores não são estáticos. Um terceiro considerado seguro hoje pode se tornar um risco amanhã devido a mudanças financeiras, regulatórias, reputacionais ou operacionais.
Por isso, análises pontuais realizadas apenas no momento do onboarding são insuficientes para uma gestão eficaz. O monitoramento contínuo permite:
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Identificar mudanças no perfil de risco dos fornecedores
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Antecipar problemas antes que se tornem incidentes
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Ajustar controles de forma dinâmica
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Reduzir surpresas em auditorias ou fiscalizações
Ao automatizar esse acompanhamento ao longo de todo o ciclo de vida do fornecedor com soluções como a Netrin, a empresa reduz a complexidade de lidar com riscos emergentes de forma manual e reativa.
Integração entre áreas
A gestão de riscos de terceiros é, por natureza, multidisciplinar. Quando cada área atua de forma isolada, surgem sobreposições de esforço, lacunas de controle e conflitos de prioridade.
Uma abordagem integrada envolve, definição clara de papéis e responsabilidades, compartilhamento de informações entre áreas e visão unificada do risco de cada fornecedor. Com isso, há uma governança clara para tomada de decisão.
Essa integração reduz a complexidade organizacional e melhora a qualidade das decisões relacionadas aos terceiros.
Tecnologia como aliada
À medida que o número de fornecedores aumenta, torna-se inviável gerenciar riscos de forma eficiente apenas por meio de controles manuais. Nesse contexto, a tecnologia passa a ser um elemento central para transformar complexidade em escala.
Soluções especializadas em gestão de riscos de terceiros permitem automatizar processos críticos, como checagens, classificações de risco e monitoramento contínuo, além de centralizar dados e documentos em um único ambiente.
Plataformas como a Netrin também possibilitam a criação de workflows padronizados e auditáveis, gerando evidências claras e confiáveis para auditorias.
Mais do que simplesmente digitalizar processos, a tecnologia viabiliza uma gestão de riscos de fornecedores mais inteligente, estruturada e orientada por dados.
Como a Netrin ajuda a simplificar a gestão de riscos de diferentes fornecedores
Reduzir a complexidade da gestão de riscos de fornecedores não significa eliminar controles ou simplificar em excesso. Significa estruturar processos, priorizar riscos e usar dados e tecnologia para ganhar eficiência, consistência e visibilidade.
Empresas mais maduras entendem que a complexidade surge da falta de estrutura, não da existência de controles bem definidos. Ao adotar uma gestão integrada, baseada em risco e apoiada por tecnologia, é possível transformar a gestão de fornecedores em um diferencial competitivo, em vez de um gargalo operacional.
Nesse contexto, a Netrin se posiciona como a parceira estratégica ideal para a gestão de riscos de terceiros, ajudando empresas a reduzir a complexidade sem abrir mão do controle.
Com uma abordagem completa de Third Party Risk Management, a Netrin possibilita:
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Classificação inteligente de risco de fornecedores com apoio de IA
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Centralização de informações, documentos e histórico
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Monitoramento contínuo com dados confiáveis e atualizados
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Processos padronizados, rastreáveis e auditáveis
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Visão integrada que atende às diferentes áreas da empresa
Com isso, os gestores deixam de atuar de forma reativa e passam a tomar decisões mais seguras, consistentes e alinhadas às exigências regulatórias.
Em um cenário de riscos cada vez mais interconectados, reduzir a complexidade é, acima de tudo, uma decisão estratégica. Fale com um especialista da Netrin e saiba como evoluir sua gestão de riscos de terceiros.


